quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
GESTOS | Ângelo de Sousa
Inaugura a 5 Fevereiro 21h
até 28 de Fevereiro
ESPAÇO GESTO - rua cândido dos reis, 64
GESTOS de Ângelo de Sousa
GESTOS de Ângelo de Sousa
1. como se produz uma serigrafia É assim...
O "artista" entrega o "original" ao "impressor" - que irá fazer uma "separação de cores"; isto é, estabelece quantas impressões sucessivas, serão necessários para conseguir um trabalho acabado. Tão parecido com o "original" quanto lhe seja possível. Ao conjunto de exemplares impressos chama-se "tiragem" - assinados os exemplares pelo "artista", datados e numerados, indicando uma sucessão na "tiragem" e o número total de provas. É esta "edição". Nesta técnica, a ordem de impressão dos exemplares é irrelevante, uma vez que são todos rigorosamente idênticos - isto é, não existe qualquer diferença qualitativa entre os números mais baixos e os mais altos. Esta "edição" poderá ser "comercializada". Existem, ainda, "P.A" (Provas de Artista), em muito menos número e que não se destinam a comércio.
Prontos...
Para terminar, recordo uma "edição", de há mais de trinta anos, que se anunciava como tendo "53 cores" (ou impressões sucessivas, como foi dito) verifiquei; contei-as; era verdade.
2. como tenho feito serigrafias É assim...
Para começar nunca existe um "original". Desde 1980, usei lápis de cera e borracha líquida para, na tela de impressão, delimitar as zonas que deverão ser permeáveis à passagem da tinta. Em seguida, aplica-se um impermeabilizante por toda a tela; a cera e a borracha líquida são retiradas - e as zonas correspondentes ficam abertas à passagem da tinta. Assim se imprimia uma primeira cor - o amarelo em geral.
Depois prepara-se novas telas, pelo mesmo processo, para impressão das cores seguintes - magenta e azul cyan. No total, em geral, três impressões - amarelo, magenta e cyan (as três cores da síntese cromática subtractiva). Frequentemente, imprimia-se, de novo, o amarelo - por ser uma cor fraquinha e tímida, que desaparece com a impressão das outras duas.
Por vezes, usou-se fundo branco, opaco, para diminuir a absorção do papel e dar às tintas maior presença.
Chegou-se por vezes, às sete impressões. Por vezes, usou-se uma impressão, deslavada e transparente, para cancelar a brancura de uma certa zona ou pormenor.
Desde há vários anos, as (3 ou 4) "máscaras" para as sucessivas impressões têm sido feitas em computador (para controlar as texturas e a sua variação).
Em resumo: estas serigrafias não são: cópias, fac-símiles, imitações, evocações de qualquer "original" prévio. Uma vez que o "original" começa por não existir.
Prontos.
3. A primeira serigrafia que me encomendaram foi para a comemoração do 2o centenário da E.S.B.A.P. em 1980. Desde então, devo ter feito um total de (um pouco menos de) cinquenta.
A "esmagadora minoria" de trabalhos, nesta técnica, destinou-se a outras comemorações, eleições, homenagens, organizações culturais, etc., etc., sempre com carácter gratuito.
Por três vezes, encomendaram serigrafias. Pretendia-se o fornecimento de um "original" (que, claro, ficaria a pertencer à entidade que fazia a encomenda). Quando explicava que eu não produzia "originais", para cópia e multiplicação, perguntavam "então, e agora? como vai ser?". E acabou, sempre, por não ser.
Quanto à "esmagadora maioria" de serigrafias feitas, destinaram-se à GESTO Cooperativa Cultural, CRL, e foram realizadas com a conivência (e todo o apoio técnico) do José Paiva (impressas à mão ou com recursos menos artesanais).
É por esta óbvia razão que me ocorreu intitular esta (pequena) exposição:
GESTOS
Ângelo de Sousa
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
DESORDEM | Claudia Lopes

Inaugura a 7 Janeiro 18h
até 31 de Janeiro
ESPAÇO GESTO - rua cândido dos reis, 64
DESORDEM
Assim como em labirintos, onde a confusão se mostra organizada (e magicamente se faz invisível quando neles nos perdemos), em Desordem, conter ou dar à mostra fica para lá da vista. Acreditar na fuga de um labirinto é uma banalidade. O labirinto não persegue mas dispõe. Dispõe como um invólucro o faz, molda um negativo entre as suas paredes, alberga. O que percorre um labirinto não diz mais nem menos das paredes de um labirinto, nem tampouco as paredes dizem sobre o que passa pelos seus corredores. Assim é feito o inviolável respeito pelo que é contido. Fosse um truque de mágica rebater as paredes do labirinto nada nessa visão nos daria mais.
Desordem afiança a promessa de organização para a cedo consumir. Formas que se abrem, marcações dos seus limites, contornos que respondem ao anseio pela rasura ou pela ocultação. O contorno das formas que aqui se mostra, aparece para satisfazer a expectativa do novo ou para o gesto da sua anulação assim que criado? Desordem dá-nos à escolha; situa-nos entre o acolhimento ou a consumação. Evoca-se o vazio ao olhar estes caixilhos de nada. E embora o tom não seja desolado é certamente de um desencontro qualquer. Fica por saber desencontro com o quê.
André Alves
Claudia Lopes
1977, Porto. Licenciada em Escultura pela FBAUP. Frequenta o mestrado de Criação Artística Contemporânea na Universidade de Aveiro. É responsável pelo atelier de Expressão Plástica do Centro Hospitalar Conde de Ferreira. Colabora desde 1998 com o movimento intercultural Identidades em projectos de desenvolvimento em Moçambique e Cabo Verde. Participou em várias exposições e integra actualmente o Projecto Colector.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
MY CAMERA OUR FINGERPRINT | refocus project

Inaugura a / Opening at 7 Dezembro 18h
rua cândido dos reis, 64
Introdução à fotografia participativa / Introducing participative photography
9 Dezembro 21h
palestra por / talk by Kate Denman
MY CAMERA OUR FINGERPRINT
Porquê jovens na Síria?
Um dos principais objectivos do projecto, que foi dirigido pela Refocus em colaboração com a UNICEF, foi o de promover questões de integração e de mudança social através do respeito e da expressão de direitos através da fotografia.
Os workshops incluíram discussões sobre identidade e de vivência sem discriminação, independentemente da nacionalidade ou sexo. Foi efectuada uma acção de sensibilização relativamente a direitos e os participantes desenvolveram a sua compreensão sobre as igualdades e as desigualdades nas suas vidas.
Durante os meses de Junho e Julho de 2010, um grupo de 18 jovens, rapazes e raparigas, sendo eles iraquianos, palestinianos e sírios, trabalhou em conjunto a fim de explorar e documentar o seu ambiente quotidiano em Damasco.
Os jovens documentaram o mundo como o percepcionavam e o vivenciavam. Os jovens produziram portfolios pessoais de trabalhos a partir dos quais seleccionaram imagens para posteriormente serem mostradas no site da Refocus e numa exposição final.
Cada participante recebeu uma câmara digital disponibilizada através de um programa de patrocínio. As câmaras foram mantidas ao longo da duração do curso a fim de os participantes explorarem livremente o seu mundo através da lente.
Exposições dos seus trabalhos têm sido realizadas não só dentro da sua comunidade assim como em vários eventos internacionais.
Através de sua própria iniciativa e do apoio da Refocus e da UNICEF, os participantes continuam a desenvolver as suas competências fotográficas, submetendo o seu trabalho a concursos de fotografia e partilhando a sua experiência em conferências regionais sobre direitos da criança.
Refocus é uma ONG de carácter comunitário que realiza cursos de fotografia participativa com o fim de emancipar grupos desfavorecidos da população.
Para mais informações visite o nosso site www.refocusproject.org.
Why adolescents in Syria? A key aim of the project, which was run by refocus in collaboration with UNICEF, was to advance issues of integration and social change through respect and the expression of rights through photography.
The workshops included discussions dealing with identity, to living without discrimination regardless of nationality or gender. Awareness was raised with regards to rights and participates developed an understanding about equalities and inequalities in their lives.
Throughout June and July 2010 a mixed-gender group of 18 young adults who are Iraqi, Palestinian and Syrian worked alongside each other to explore and document their environment in Damascus.
They documented the world as they perceived and experienced it, looking at both their achievements and the struggles they face. They produced individual portfolios of work from which they selected images to be shown on the refocus website and in a final exhibition.
Each participant received a digital camera, which had been provided through a sponsorship programme. They kept the camera for the duration of the course to freely explore their world though the lens. The course included several excursions across Syria where participants worked in teams, learning from each other whilst carrying out photo-projects.
Exhibitions of their work have been held within their community and are being held in various international venues.
Through their own initiative and the support of Refocus and UNICEF, participants are continuing to develop their photographic skills, submitting work to photography contests and are partaking in regional children’s rights conferences.
Refocus is a grass-roots NGO which runs participatory photography courses to emancipate disadvantaged groups of people.
Please visit our website www.refocusproject.org for more information.
refocus project | FOTÓGRAFOS / PHOTOGRAPHERS
Muhammad Fouad Ahmad, Areej Al Masri, Ghufran, Abdullah, Molham Aljammal, Ramez Aneed, Bdour Alabeer, Taysseer Muhammad,Mustafa MuhammadLafteh, Hussein Ibrahim Khalil, Ala'aSaleh, SajidaKhaled, EmadIsma'el, Muhammad Hasan, KholoudBaghdady, Basma Muhammad, Sama Mustafa, Danni Tannous, DouaaHasan.
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